30 de junho de 2019

Zé do Cacupé, o Bigode daqui

Por José Carlos Sá

Zé do Cacupé e o então técnico da Seleção Brasileira, Felipe Scolari (Foto Acervo família)

 

Quando chegamos a Florianópolis, em janeiro deste ano, ficamos hospedados em uma pousada no bairro de Cacupé, no norte da Ilha de Santa Catarina. Praticamente todos os dias, ao passar pela Estrada Haroldo Soares Glavan, víamos o movimentado “Restaurante do Zé do Cacupé”, que oferecia até valetes para estacionar os carros. Depois que já estávamos na nova residência, me lembrei do restaurante e fui pesquisar sobre ele. É um restaurante de frutos do mar, com vista para a praia de Cacupé. O nome é uma homenagem dos filhos a uma personagem folclórica da cidade, que faleceu esta semana (25/06), aos 93 anos. Era considerado um dos representantes do espírito Manézinho, como são chamados os que nasceram ou foram criados na Ilha.

José Eliseu da Silva, o Zé do Cacupé, fugiu de casa, indo para o Rio Janeiro, onde foi garçom e serviu ao Exército. Depois foi ser padeiro em Santos – SP, quando juntou dinheiro e voltou para o Cacupé, abrindo um boteco, que ficou famoso por não vender fiado em hipótese alguma. A única mercadoria no bar, quando abriu, era a cachaça. Tempos depois passou a vender frutas, verduras e o negócio passou a ser um armazém. Mesmo assim, o manézinho voltou a pescar.

Ao ver a história do Zé do Cacupé, lembrei do saudoso seu Bigode, cuja paciência era abaixo de zero. Um dos causos do Zé é o seguinte: “Perguntaram quanto era uma dose de cachaça. Ele respondeu e o cliente disse que era caro. A resposta: Estou aqui para vender, se queres, queres, se não queres, vai ‘timbóra’!”. Outra dele: Um cliente levou um pão francês para comer com o tira-gosto e o seu Zé ficou de olho. Quando fecharam a despesa e já iam embora, o Zé chamou o sujeito do pãozinho e cobrou o preço do pão, sem direito a recusa!”

Não parece com o Bigode?

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Chico Bigode Florianópolis Porto Velho Rio de Janeiro Santos - SP Zé do Cacupé 

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