27 de abril de 2019

Amputação de pênis no Brasil

Por José Carlos Sá

(Ilustra propaganda Cuecas Zorba via Propagandas Históricas)

Na quinta-feira (25) o presidente Jair Bolsonaro disse estar preocupado com os casos de amputação devido ao câncer de pênis, cujo número de ocorrências no Brasil é de cerca de mil por ano. Os mal informados usaram o fato para criticar e ridicularizar Bolsonaro. Mas o problema é sério e a prevenção é simples: hábitos de higiene. O Norte e o Nordeste concentram o maior número de casos, justamente onde a população tem dificuldades de acesso à informação.
Há muitos anos conheci o general que seria comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva. Ele vinha da Diretoria de Serviço Militar do Exército. Perguntei se o serviço militar era necessário. Ele respondeu que o Serviço Militar Obrigatório era, em algumas regiões do Brasil, especialmente na Amazônia, a chance do jovem ter um mínimo de cidadania e citou: “Recebemos jovens que não têm o hábito de escovar os dentes, não sabem tomar banho, pensam que o pinto é só para mijar e negligenciam a limpeza dele”.
Desta vez o presidente tem razão.

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17ª BIS Câncer de pênis Exército Brasileiro presidente Jair Bolsonaro 

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Comentários

  • Leo Ladeia disse:

    Início dos anos 70 o médico de Segurança do Trabalho Dr. Terêncio Luz fazia palestras constantes sobre o tema e dizia que nos canaviais da Bahia a questão era preocupante. Nas folhas haviam folículos ou flagelos que se grudavam ao pênis e podiam causar um tipo de câncer com odor característico que ele reconhecia apenas chegando perto do paciente. A falta de higiene e as roupas não apropriadas faziam o resto e a solução era e é mesmo a amputação. Terêncio Luz foi o primeiro médico parteiro negro formado pela UFBA.

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