13 de abril de 2019

Um destemido pioneiro (ex-)desconhecido

Por José Carlos Sá

Dario Passarella (Foto Suely
Passarella)

Tivemos o prazer de conhecer no último domingo, 7 de abril, o engenheiro aposentado Dario Passarella, juntamente com a esposa dele D. Suely. Estavam na casa do filho Márcio e da nora Josy – tia da Marcela -, para comemorar o aniversário do neto Lucca. Eles moram em Mairiporã – SP.

Seu Dario foi o engenheiro responsável pela abertura definitiva da BR-364 (então BR-29), entre Porto Velho e Rio Branco, no Acre. As obras foram iniciadas em 1968 e demoraram cerca de cinco anos. Ele me contou que os equipamentos eram despachados de São Paulo por navios. O carregamento ia até Manaus e só então era levado para Porto Velho pelo rio Madeira. Da capital de Rondônia, os tratores eram colocados sobre pranchas ferroviárias, da já extinta Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, e desembarcavam em Abunã, onde atravessavam o rio Madeira de balsa e seguiam o restante do caminho via terrestre.

Obras na reta do Abunã/1968 (Foto postada por Alarcão Sidney/Facebook)

O acampamento ficava a 60 quilômetros de Rio Branco, no sentido Rondônia. Seu Dario falou da amizade com o então comandante do 5º BEC, coronel Aloísio Weber e a boa relação com outros oficiais do Batalhão. Uma história que ele se recordou foi de uma visita que fez ao governador do Acre, Jorge Kalume. “Pedi para falar com o governador, me identifiquei e logo estava no gabinete. Conversamos um pouco e o governador, sem rodeios, falou: O que você veio me pedir? Respondi: – Não vim pedir nada, governador, apenas me apresentar e dizer que os nossos equipamentos estão à disposição do Estado, se for necessário.” O governador deve ter ficado sem jeito, pois disse ao sr. Dario que só entravam no gabinete dele para pedir…

Depois de muitas lembranças, a que seu Dario mais gosta – e repetiu algumas vezes – é a caldeirada de tucunaré, que ele comia todas as vezes que ia a Porto Velho.