15 de fevereiro de 2019

Candidatura laranja não é de hoje

Por José Carlos Sá

Candidato laranja (Ilustra jornal Hoje em Dia)

A Folha de S. Paulo informa hoje (15/02) que 53 candidatos, de diversos partidos, receberam mais de R$ 100 mil do fundo partidário e eleitoral e não obtiveram mil votos. Destes 53, 49 são mulheres. Foi destacado o caso da candidata pelo DEM-AC Sonia de Fátima Silva Alves, que recebeu R$ 279,6 mil, contratou 72 fornecedores e teve seis votos. Repito: SEIS VOTOS. O levantamento da Folha encontrou esta situação em 14 partidos, mas citou apenas Pros, PRB, PR, PSD e MDB. O PSL já é notícia há alguns dias.

Além da desonestidade dos partidos, o grande culpado é a lei de cotas implantada na Legislação Eleitoral Brasileira em 1997, quando passou a obrigar que os partidos deveriam, obrigatoriamente, registrar no mínimo 30% de mulheres na lista eleitoral. Na minha vivência nos bastidores das eleições em que trabalhei, esta era a maior dificuldade encontrada na hora de fazer o registro de candidaturas. Era difícil até encontrar mulheres para “emprestar” o nome para que a bendita cota fosse preenchida. Outra coisa que acredito é que as mulheres interessadas em política, já estão nela.

Se observar as propagandas eleitorais, durando o período da propaganda gratuita, é fácil identificar estas candidatas cotistas. O locutor fala o nome delas, mas elas não parecem no vídeo divulgando suas propostas. Lembro de uma determinada eleição em que a secretária-executiva do partido foi incluída na lista dos candidatos, não teve votos, mas é chamada de “senadora” até hoje…