14 de novembro de 2018

Sem juízo de valor

Por José Carlos Sá

Governador Daniel Pereira falou sobre a Operação Pau Oco (Foto Daiane Mendonça/Secom – Editada)

Teve pouca repercussão a fala do governador Daniel Pereira sobre a Operação Pau Oco, deflagrada no dia 5 de novembro, em que foram presos os então titulares (secretário e adjunto) da Secretaria de Desenvolvimento Ambiental, além de outras pessoas e afastamento de servidores, junto com a apreensão de documentos e computadores. Na entrevista coletiva convocada nesta segunda-feira, 12, para o início da transição de governo, o assunto foi levantado por uma jornalista.

Daniel Pereira respondeu que não faz juízo antecipado de valor e que aguarda os resultados das investigações. “É algo que eu gostaria que não tivesse acontecido nunca. Agora, o que tem que ressaltar que a polícia que está investigando é a polícia do Estado de Rondônia, a diretora e o secretário-adjunto de Segurança que receberam a imprensa, fui eu quem nomeei. Então, se os problemas estão acontecendo dentro do meu governo, são as pessoas do meu governo que estão corrigindo futuros erros. Eu, como profissional de Direito, aprendi a não fazer juízo de valor antecipado, em qualquer situação”.

O governador lembrou ainda exemplos de pessoas que foram denunciadas e presas e contra quem não se foi provado nada de ilegal, citando nominalmente o ex-prefeito de Porto Velho e o filho do deputado Hermínio Coelho (Roberto Guedes).  “[…] Porque a gente não pode, de uma hora para outra, devido a uma determinada circunstância, dizer que as pessoas são bandidas ou não são. Tem muita gente que fez *agada ao longo da vida e ele nunca foi pego por ninguém. […] Então, não quero fazer juízo de valor e, se alguém cometeu algum tipo de irregularidade vai ser punido e quem está apurando isso é a polícia que eu nomeei”, enfatizou.

“Se eu nomeei pessoas que supostamente cometeram irregularidades, também nomeei as pessoas que vão coibir as irresponsabilidades. […] E uma coisa que tem que ficar muito clara, o primeiro ato que eu tive como governador, neste mesmo local em que estou aqui, com a presença de todos os nossos secretários, é que o nosso governo seria, é e será até 31 de dezembro, é de um governo de austeridade”, afirmou e concluiu: “Em resumo é uma situação que coloca…   Por exemplo, estamos aqui falando da transição do Governo do Estado, nós estamos falando aqui dos problemas que o Estado tem; e às vezes algo pontual, isolado, ganha uma dimensão maior do que tudo aquilo que foi feito de útil até o presente momento.”

Também foi informado que houve casos de desvio de condutas de servidores, durante o período em que Daniel Pereira esteve como governador do Estado, e todos os casos em que ele tomou conhecimento prévio, todos foram exonerados.