12 de novembro de 2018

“Não temos conchavos*”

Por José Carlos Sá

Governador eleito Marcos Rocha (centro) diz que não fez conchavos (Foto JCarlos)

Citando o nome do presidente eleito Jair Bolsonaro cinco vezes, Marcos Rocha disse que ficou sabendo dois dias antes da convenção que seria candidato a governador de Rondônia. A pretensão, segundo ele, era se candidatar a deputado federal, o que reforça o meu sentimento que ele não sabe ainda o que fazer com a vitória que conquistou. Declaração foi feita na entrevista coletiva convocada pelo governador Daniel Pereira para dar início ao período de transição da administração que sai para o novo governador.

Após ouvir o relato dos principais problemas que terá que enfrentar, Marcos Rocha disse que montou “uma equipe de transição multidisciplinar, com técnicos que vão conhecer e propor soluções para os problemas enumerados pelo governador Daniel Pereira”. Ele também destacou que “não há pressão para esconder informações”. Perguntado sobre a formação do secretariado, Marcos Rocha lembrou que o partido dele, o PSL, não se coligou com outras agremiações e “não fez conchavos e não tem toma-lá-dá-cá”. Afirmou ainda que fará a redução de cargos comissionados e que a redução ou fusão de secretarias está sendo estudada.

A torcida é para que tenhamos a continuidade de um estado governável e longe das crises que atinge outras unidades da Federação, como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, para citar apenas aqueles que estão em pior situação financeira.

* Conchavo é uma expressão que foi muito utilizada na transição do regime militar para a democracia. Os jornalistas diziam que o senador Tancredo Neves e o vice-presidente Aureliano Chaves (o presidente era João Figueiredo) estavam conchavando para conseguir votos no colégio eleitoral que escolheria o próximo presidente da República. De fato, Tancredo venceu Paulo Maluf,que era o candidato da situação. Há muito eu não ouvia esta palavra.