30 de julho de 2018

Splish Splash! (Ou a mão santa do Tomás)

Por José Carlos Sá

Que o (P)MDB iria negar a vaga para disputa de uma cadeira ao Senado para Confúcio Moura, todos sabíamos, mas acreditávamos que os caciques do partido não seriam assim tão sem escrúpulos, apesar da história se repetir vergonhosamente a cada convenção. Confúcio não seria o primeiro, nem será o último, a ser deixado segurando na broxa após os donos do partido retirarem a escada.

Momento em que Tomás, incorporado, desfere o tapa (Imagem via WhatsApp)

Mas o Sobrenatural da Silva deu uma mãozinha ao quase ex-senadoriável. Quando já estava tudo aparentemente perdido, o presidente do (P)MDB, o até então cordato Tomás Guilherme Correia (coloco o nome completo para não se ter dúvidas de quem seja), incorporou o espírito do Sobrenatural da Silva e desfechou um tapa no rosto do também cordato Emerson Castro. Assistindo aos vídeos do episódio, nunca vi uma turma do “deixa-disso” ser tão rápida em separar uma contenda. Essa mãozada do Tomas no Emerson fez toda a diferença e a convenção terminou agradando raupistas e confucionistas. Vamos aos votos para decidir quem será um dos representantes de Rondônia no Paraíso*, digo Senado.

 

O “Splish Splash” do título é uma homenagem ao Roberto Carlos, que em 1963 cantava que o tapa que levou fez barulho e fez doer.

*Em Brasília se diz que os mortais, para alcançar o céu, precisam morrer primeiro. Quem é senador (votado ou suplente), vai para o Paraíso em vida…