14 de julho de 2017

Greve no Hotel Federal

Por José Carlos Sá

Terminou ontem (13) uma semi-greve de fome iniciada na segunda-feira no Presídio Federal de Porto Velho pelos internos. Eles recusavam as refeições (exceto o café da manhã) em protesto à proibição de visitas íntimas. A greve terminou mas a proibição só acaba no final deste mês, quando o assunto será revisto. A proibição se deu quando descobriram como o Fernandinho Beira-Mar continuava a movimentar “os negócios” dele daqui, de Porto Velho.

Agentes penitenciários distribuem refeições recusadas pelos presos (Foto PFPV)

A equipe do Presídio Federal respeitou a decisão dos internos e doou as marmitas (diariamente 148 marmitas; 74 por refeição), além de pães e frutas para moradores da Vila Princesa, localizada contíguo ao lixão da capital. A moradora Francisca Melo, em entrevista ao repórter Marcelo Winter, resumiu a alegria dela e dos vizinhos: “Eles estão de greve? Nós não estamos não!”

Lá em cima contei que os grevistas aceitavam apenas o café da manhã, então não era uma greeeeeve de foooome. Me lembrei de um professor que se disse em greve de fome, tendo acampado em frente ao prédio da Reitoria da Unir. Com ampla cobertura da imprensa caripuna, o protesto causou comoção, até que surgiu um boato que a esposa do professor levava sanduíches para ele durante a madrugada. Aí a greve ficou desmoralizada e terminou.

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Fernandinho Beira Mar Greve de fome Presídio Federal vila Princesa 

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