04 de junho de 2017

Abandono e desalento

Por José Carlos Sá

Casa está abandonada há muitos anos e serve de atalho para marginais e abrigo para pombos e mosquitos (Foto JCarlos)

Fui à Semusb, na Coordenadoria de Posturas, para denunciar o proprietário de uma casa abandonada que fica ao lado da minha. Os moradores anteriores deixaram de pagar o financiamento e a Caixa retomou o imóvel, levando-o a leilão. A casa foi arrematada, mas o novo dono não a assumiu. A partir do momento em que a casa ficou desocupada, a moleca quebrou vidros, portas, furtou o que podia ser levado. Para resumir, hoje o mato cresce em todo o terreno, há muito lixo e os pombos escolheram o local para morar e se proliferar. Além disso, já apareceram duas cobras no nosso jardim – felizmente não peçonhentas -, ratos e mosquitos. Alguns amigos do alheio já tentaram pular o muro para minha casa e para a do outro vizinho. A tentativa disparou o alarme e no vizinho, os pit  bulls fizeram com que Deus tocasse os corações dos caras, que desistiram do assalto. Minha intenção, ao denunciar, era que o proprietário fosse notificado para limpar o terreno.

A denúncia foi registrada dia 9 de maio e a pessoa que me atendeu disse que enviaria um fiscal para verificar o local e solicitou que eu telefonasse para lá dali a uma semana, para que fosse informado das providências tomadas. No dia combinado liguei. Disseram que o setor estava mudando de sala e que os fiscais já haviam saído a campo. Outra data foi marcada para eu telefonar e com a recomendação: O senhor telefone entre 7 e meia e 8 horas, para pegar os fiscais aqui.

Assim fiz. O número não atendia. Telefonei então para o gabinete da secretaria e informaram que a Coordenadoria de Posturas havia trocado de sala e que não ligaram o telefone. Fui lá pessoalmente. A mesma funcionária que anotou a denúncia me atendeu novamente. Informou que o assunto já havia sido enviado para os fiscais e que era para eu esperar, pois seria verificado.

Por curiosidade perguntei quantos fiscais trabalhavam ali. Ela respondeu: “São três. Um está de férias, o outro não veio hoje”. Um homem que ouvia a conversa perguntou qual era o assunto. Contei a história e ele disse que existem mais de 1.300 terrenos naquela situação.

Voltei para casa desanimado  estou pensando em pagar uma pessoa para limpar a sujeira da casa abandonada.

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amigos do alheio CEF Cidade sem lei código de posturas Prefeitura de Porto Velho 

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