24 de agosto de 2016

Dando mole para o azar

Por José Carlos Sá

(foto: Tiago Santos/ Rondoniagora)

(foto: Tiago Santos/ Rondoniagora)

Tem gente que gosta de desafiar as leis. No dia 13 de agosto um barranco desabou na margem do rio Madeira, levando junto consigo carretas carregadas de material para fazer asfalto, mais uma caminhonete e, de castigo, o contêiner que servia de escritório para a ‘empresa’ também caiu no buraco. Desafiaram a Lei da Gravidade, a Lei de Murphy e a legislação de Meio Ambiente. Investigam se houve prevaricação, mas isso já é com o Código Penal.

Hoje fico sabendo pelo Rondoniagora que este acidente provocou o atraso de obras estaduais, à cargo do DER e que tinham a Emam como fornecedora. O texto explica ainda que o material vinha de Manaus, via fluvial e que agora virão por via terrestre. As demais obras, em que os insumos têm outros fornecedores, vão prosseguir normalmente.

Li duas vezes para entender direito. Se o material era para ser utilizado em obras estaduais, por que a descarga não foi feita no porto oficial, que aliás, é controlado pelo Estado? Trabalhei em empresas onde os fornecedores são obrigados a seguir rigorosas normas de segurança, pois não se pode dar ao luxo de paralisar qualquer atividade por irresponsabilidade de quem quer que seja.

Foi a Lei de Murphy atualizada: “Se alguma coisa pode dar *erda, vai dar *erda!” E deu.

(No original é assim: “Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.”)

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DER Imprensa caripuna rio Madeira Rondoniagora Terras caídas 

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