28 de julho de 2015

Guerra dos coronéis

Por José Carlos Sá

Nem no Gúgol encontrei fotos dos dois coronéis juntos. Tive que "juntá-los"

Nem no Gúgol encontrei fotos dos dois coronéis juntos. Tive que “juntá-los”

Sou daqueles que fica remoendo uma coisa até digeri-la. Só arquivo aquilo que me incomoda quando sinto que está resolvido na minha cabeça. Foi assim com a saída do coronel Luiz Fernando Prettz do comando da PM de Rondônia, que aconteceu intempestivamente em meados deste mês. Pelo que conheço das instituições militares em geral e da PM rondoniense em particular, nunca vi uma substituição de comandante como a que aconteceu aqui.

A exoneração foi comunicada por telefone, se tanto, e a transmissão do comando foi feita sem a presença do oficial que saía e longe da tropa. Fiquei encasquetado com tudo isso e depois de confrontar as versões disponíveis, entendi o que aconteceu:

Buscando solução para o problema da segurança, com a população exigindo policiamento ostensivo, houve uma reunião na Sesdec com os comandantes da Polícia Militar e dos Bombeiros. A PM já havia sido autorizada a formar 240 novos policiais, mas o comando achou o número insuficiente. Os estudos realizados na corporação apontaram para a necessidade de que não fossem renovados os contratos com os militares da Reserva Remunerada, que mesmo aposentados, voltaram a trabalhar.

O comandante da PM entendia que o número ideal para formação de novos soldados seria 480, o que foi aceito. No dia da reunião citada acima, o secretário da Sesdec disse que a PM iria formar 440, e não 480. As outras 40 vagas seriam cedidas aos Bombeiros. O coronel Prettz não concordou, mas as ponderações não foram aceitas. Era uma ordem do secretário. O ainda comandante da PM propôs que o Corpo de Bombeiros repassasse à PM 20% do Fundo do Bombeiro (Lei 1072, de 13/5/2012).

Desta vez foi o comando dos Bombeiros quem não concordou, dizendo que o fundo é para ser utilizado apenas na corporação. O coronel Prettz, vencido, se retirou da reunião sem dizer nada. O secretário se sentiu ofendido e pediu as cabeças do comandante e do sub-comandante, que o governador entregou de bandeja, por delivery, pois Confúcio Moura não apareceu em hora alguma nesta confusão.

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Corpo de Bombeiros governador Confúcio Moura Polícia Militar Sesdec 

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